sábado, 1 de dezembro de 2007

NARCISO


Narciso de Michelangelo Caravaggio.
NARCISO - Mitologia Grega
A ninfa Liríope passeava tranqüila junto ao rio Cefiso, em cujas margens ninfa alguma podia passar incólume, quando subitamente o rio a enlaçou, e a ela se uniu. Dessa união indesejável nasceu Narciso.
Ao nascer a criança, porém, a mãe rejubilou-se pois era um menino dotado de imensa formosura que certamente seria amado por mortais e imortais. Liríope consultou então o cego adivinho Tirésias para saber o futuro da criança. O sábio respondeu que viveria muitos anos se ele não se conhecesse. O rapaz foi alvo de inúmeras paixões mas permanecia insensível ao amor.
Eco, ninfa das montanhas, que tinha sido privada da fala por Hera e condenada a repetir as últimas sílabas das palavras, apaixonou-se pelo rapaz mas como não podia declarar-lhe seu amor se limitava a seguí-lo. Como Narciso a desprezasse, a ninfa, cheia de tristeza, começou a definhar até que um dia morreu. Nêmesis, deusa da Justiça, foi chamada pelas demais ninfas, que revoltadas clamavam por punição para a frieza do rapaz. A deusa condenou Narciso a viver um amor impossível.
E foi para cumprir-se a maldição que certo dia, ao se aproximar da fonte de Tespias para se refrescar, o belo rapaz viu sua imagem refletida nas águas. Seduzido por sua própria beleza, apaixonou-se por si próprio, permaneceu ali até morrer. Quando foram em busca do rapaz encontraram tão somente uma singela flor à beira da fonte: um narciso.
http://www.algosobre.com.br/mitologia/narciso.html


ENCONTRO SUBJETIVO

Preciso de alguém
Que me chame de meu bem
Que me pegue no colo
E me faça flutuar
Que de mãos dadas me conduza
Para o amor levar
Que me faça sorrir
E não mais chorar

Preciso de alguém
Que olhe nos meu olhos
E não tente desviar
Que assuma os sentimentos
Que o saiba declarar
Que me tome em seu colo
Que me faça delirar
Que respeite meus sentimentos
Sem deles debochar.

Preciso de alguém que tenha o coração puro
Nos olhos o amor e a paz
Traga nas mão o cheiro de flores
Na voz a mansidão das águas correntes
No corpo o calor do sol
Nos pés o desejo de caminhar
Caminhar sem destino
Qual folha movida pelo Vento divino.


Clis 28/07/07

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